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Casa própria

Mercado imobiliário, Primeiro imóvel

12 siglas do mercado imobiliário que você precisa conhecer

Conteúdo por Ecovita Construtora

Quem começa a pesquisar a compra da casa própria encontra diversas siglas relacionadas a financiamento, impostos, contratos e documentação. Embora pareçam complicadas, elas representam informações que podem afetar o valor da compra e as condições do negócio.

Conheça as principais siglas do mercado imobiliário para você fazer perguntas mais objetivas, comparar propostas e entender melhor os documentos apresentados durante a aquisição do imóvel.

1. MCMV (Minha Casa, Minha Vida)

O Minha Casa, Minha Vida é um programa habitacional do Governo Federal que reúne diferentes formas de acesso à moradia.

Na linha financiada, as condições variam conforme a renda familiar, o imóvel, a localização e as regras vigentes. Dependendo do enquadramento, a família pode contar com subsídios e taxas diferenciadas.

Conheça as condições atuais em nosso guia do Minha Casa, Minha Vida 2026.

2. FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)

O FGTS é formado por depósitos realizados pelo empregador em uma conta vinculada ao trabalhador.

Quando o comprador, o contrato e o imóvel atendem aos critérios estabelecidos, o saldo pode ser usado como entrada, para amortizar o financiamento, liquidar o saldo devedor ou pagar parte das prestações.

Confira como usar o FGTS na compra da casa própria.

3. CET (Custo Efetivo Total)

O CET representa o custo completo de uma operação de crédito. Ele considera não apenas a taxa de juros, mas também tarifas, tributos, seguros e outras despesas relacionadas à contratação.

Ao comparar duas propostas de financiamento, observar somente a taxa de juros pode levar a uma conclusão incompleta. O CET permite verificar qual operação realmente apresenta o menor custo.

A instituição financeira deve informar esse percentual antes da contratação.

4. SAC (Sistema de Amortização Constante)

O SAC é uma forma de calcular o pagamento de uma dívida. Nesse sistema, a parcela destinada à amortização do saldo devedor permanece constante, enquanto os juros tendem a diminuir ao longo do contrato.

Por isso, as prestações costumam começar mais altas e diminuir com o tempo. Entretanto, seguros, taxas e o índice de atualização previsto no contrato podem interferir no valor final cobrado mensalmente.

5. TR (Taxa Referencial)

A TR é um índice calculado conforme regras do Conselho Monetário Nacional e divulgado pelo Banco Central.

Ela pode ser utilizada para atualizar o saldo devedor de determinados financiamentos habitacionais. A TR não deve ser confundida com a taxa de juros do financiamento: são componentes diferentes do contrato.

Antes de contratar, verifique qual índice será utilizado para atualizar o saldo devedor.

Casal organiza o orçamento e os documentos da compra da casa.

6. IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)

O IPTU é um imposto municipal relacionado à propriedade, ao domínio útil ou à posse de imóveis localizados em áreas urbanas.

O valor depende do valor venal do imóvel, da alíquota e das regras estabelecidas por cada município. Formas de pagamento, descontos e critérios de isenção também variam entre as cidades.

Entenda como é calculado o IPTU.

7. ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis)

O ITBI é um tributo municipal cobrado na transferência onerosa de um imóvel entre pessoas vivas, como acontece em uma compra e venda.

De modo geral, o pagamento fica sob responsabilidade do comprador e é necessário para registrar a transferência da propriedade. A alíquota, a base de cálculo, os prazos e as possíveis reduções dependem da legislação municipal.

8. INCC (Índice Nacional de Custo da Construção)

Calculado pela Fundação Getulio Vargas, o INCC acompanha a evolução dos preços de materiais, serviços e mão de obra utilizados na construção residencial.

O índice pode ser utilizado para atualizar valores previstos em contratos de imóveis em construção. Essa aplicação deve estar claramente indicada no contrato, inclusive com a identificação da versão do índice e do período de incidência.

9. RI (Registro de Incorporação)

O Registro de Incorporação corresponde ao registro do memorial de incorporação no Cartório de Registro de Imóveis competente.

Esse documento reúne informações jurídicas e técnicas do empreendimento. Nas incorporações imobiliárias, o registro deve ser realizado antes da comercialização das futuras unidades, conforme determina a legislação.

O comprador pode solicitar o número do registro e consultar os documentos no cartório responsável.

10. SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo)

O SBPE é o sistema que direciona recursos captados por meio dos depósitos de poupança para o financiamento imobiliário.

Portanto, o SBPE não é apenas uma linha de crédito. Ele é uma das fontes de recursos utilizadas pelas instituições financeiras para oferecer financiamentos de imóveis residenciais ou comerciais.

As condições dependem da instituição, do perfil do comprador e da modalidade contratada.

11. SFH (Sistema Financeiro da Habitação)

O SFH foi criado para facilitar e promover a construção e a aquisição da casa própria. Os financiamentos enquadrados nesse sistema seguem limites e condições definidos pela regulamentação federal.

Dependendo do contrato e do atendimento aos critérios, o comprador pode utilizar recursos do FGTS.

12. SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário)

O SFI tem como finalidade promover o financiamento imobiliário em geral, segundo condições compatíveis com o mercado.

Ele complementa o SFH e pode atender operações que não se enquadram nas condições desse sistema. Por isso, regras relacionadas a valor do imóvel, taxas, garantias e utilização do FGTS podem ser diferentes.

O que conferir antes de assinar o contrato?

Conhecer as siglas é importante, mas a decisão deve considerar o conjunto das condições apresentadas. Antes da assinatura, verifique:

  • o Custo Efetivo Total;
  • a taxa de juros;
  • o índice de atualização;
  • o sistema de amortização;
  • o valor da entrada;
  • o prazo e o valor das prestações;
  • os seguros e demais despesas;
  • as regras para usar o FGTS;
  • os impostos e custos de registro.

Se algum termo não estiver claro, peça uma explicação antes de assinar. Informação compreensível também faz parte de uma compra segura.

Quer entender como funciona a aquisição de um imóvel Ecovita? Conheça as etapas e faça uma simulação de financiamento.

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